A
BICICLETA - por
Sidney Ataíde (Sidão)
A
bicicleta é uma engrenagem bastante simples quando estudada,
sua história é muito antiga já servia de
transporte antes do homem pensar em veículos motorizados.
Ela é composta por um quadro que é a peça
principal, pois nele esta ligado praticamente todas as outras
peças como selim para se sentar, guidon para dar direção,
pedais que através da corrente conectada a uma catraca
na roda traseira fazem a bicicleta andar, freios, rodas, avanço,
cubos, aros, raios, conduítes, cabos de aço, câmara
de ar, central, câmbios dianteiro e traseiro, passadores
e tudo mais.
Como saber usa-la e tirar o máximo proveito das pedaladas
é o que vamos aprender agora
Existem hoje no mercado as mais diversas bicicletas, desde bikes
de passeio, cargueiras, speed, Mountain Bike, BMX, infantis entre
outras.
Toda vez que me perguntam: qual bicicleta devo comprar? Eu respondo
com outra pergunta, “qual o seu propósito?”
Pois se você for usar somente para transporte eu sempre
sugiro as Barras Circulares, elas são muito confortáveis,
possui uma garupa onde pode se transportar objetos, aconselho
que coloquem 6 marchas atrás só para dar mais agilidade
e conforto na pedalada.
As bikes Speed são usadas em asfalto, toda a sua aerodinâmica
é voltada para velocidade que pode chegar ao absurdo de
100km, ela é mais usada para competidores desta categoria,
porém muitas pessoas usam para transporte em cidade devido
sua velocidade e agilidade evitando engarrafamentos kilométricos.
As mountain Bikes, hoje em dia são as mais populares, bikes
de 18 a 27 marchas são as que mais agradam o público
devido sua estrutura para suportar os mais diversos ambientes,
trilhas de passeio, trilhas profissionais, cidade, fazendas, montanhas
entre outros. Existem vários modelos no mercado que vão
de R$ 200,00 a R$ 1.000,00 bikes amadoras, R$ 1.000,00 a R$ 8.000,00
bikes para profissionais e bikes de mais de R$ 30.000,00 que são
feitas só por encomenda.
As pequenas BMX são mais usadas para a praticas de esportes
como dirt jump, flatland, bmx e outros esportes que fazem o público
delirar devido suas manobras radicais, muitas pessoas também
a usam como transporte o que não é muito recomendável
devido ao seu tamanho causando desconforto ao pedalar.
O
Quadro
Esta é sem duvida a peça mais importante,
pois nela esta ligada praticamente todas as outras, existem no
mercado os mais diversos modelos de alumínio (o mais usado
hoje em dia), o Cromolibidênio (mais pesado) e a de fibra
de carbono (mais usada para bikes profissionais devido seu alto
custo).
Um quadro profissional pode chegar a custar até R$ 10.000,00
só o quadro, existem 2 modelos no mountain bike as rígidas
também conhecida como rabo duro e as moderníssimas
full suspension, que possuem suspensão traseira dando mais
conforto e segurança na pilotagem.
Para fazer uma boa compra você deve levar em conta os seguintes
detalhes:
1- Material que é feito o quadro;
2- Finalidade de uso da bike;
3- Qualidade dos acessórios;
4- Custo beneficio.
Obs. Não necessariamente nesta ordem
Consulte
um vendedor de sua confiança sobre os valores e qualidades
dos equipamentos.
No mês que vem falaremos sobre técnicas de pilotagem
e o primeiro tema é a troca das marchas. Até lá..
Sidney
Ataíde (Sidão) pedala mountain bike há 8
anos e além de atleta é diretor da Casinha de Aventuras
empresa que organiza o Copa Norte Adventure um dos campeonatos
mais profissionais do estado do Espírito Santo.
Já participou do Iron Biker Brasil e vários projetos
com a bicicleta como viagens cicloturisticas pelo estado, Eco
Bike Itaúnas há 5 anos, diretor de mountain Bike
da empresa CCTrekking que realiza corrida de Aventura no estado,
realiza um curso de Mountain Bike no Morro do Moreno em Vila Velha
uma vez por mês, trabalha em montagem de provas e é
o responsável pela maior corrida de mountain bike no estado
que aconteceu em Junho de 2005 com 91km de prova.
Para
contatos aventuras@casinhadeaventuras.com.br
- 27-3762-5081 – 9981-9616.
CASINHA
DE AVENTURAS, SUA OPÇÃO SAUDÁVEL DE LAZER
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ESPÍRITO
DE EQUIPE - Parte 01
A
busca por desafios sempre foi um dos motores da história
humana. Ao longo de todos os milênios pessoas romperam barreiras
naturais, desafiando a natureza e seus caprichos e tendo consigo
um compromisso de seguir sempre adiante. E esse é o espírito
da adventure race, um esporte que nasceu para confirmar o desejo
do homem em atingir pontos extremos usando formas de transporte
que não danifiquem o planeta.
A
corrida de aventura também pode ser definida como uma expedição
competitiva. Elas acontecem em lugares que possam oferecer a maior
diversidade possível de terrenos e paisagens e que possibilitem
a prática de várias modalidades, como trekking,
mountain biking, técnicas verticais, canoagem, equitação,
natação e outras que variam de acordo com o lugar
onde é realizada e seu organizador. Cada equipe deve ter
três ou quatro pessoas, sendo que uma delas deve ser do
sexo oposto. Equipes cujos membros são do mesmo sexo podem
participar, mas não marcam pontos.
No
mundo, há corridas de dois a dez dias ininterruptos, nas
quais sono, frio, cansaço extremo e pouco tempo para alimentação
devem ser considerados tão adversários quanto as
outras equipes. Excelente preparo físico, equilíbrio
mental para lidar com problemas de relacionamento e suportar privações,
são características fundamentais para o atleta de
corrida de aventura. Sem contar o gosto por atividades em equipe
e o bom humor.
A
idéia principal das corridas de aventura é sair
de um ponto e chegar em outro. Mas não se engane: isso
não é tão fácil quanto parece. As
equipes recebem previamente um mapa, no qual o navegador, com
a ajuda dos companheiros, deve traçar o percurso a ser
seguido e marcar nele os Postos de Controle (PC´s), locais
onde se deve carimbar o passaporte, documento que deve ser mantido
com a equipe durante todo o tempo, assim como conferir equipamentos
obrigatórios.
A
localização das Áreas de Transição
(AT´s), onde acontece a troca de uma modalidade para a outra
e é possível descansar um pouco, comer ou encontrar
os amigos da equipe de apoio, também deve ser marcada no
mapa, além de outras características que forem observadas
pelas linhas topográficas. Entretanto, cada equipe deve
estabelecer sua própria estratégia para alcançar
tais pontos, assim como o ritmo a seguir.
A
equipe que cumprir todo o percurso vence a competição.
Entretanto, o conceito de vencer numa corrida de aventura não
é o mesmo que em esportes tradicionais e nem em outras
modalidades de aventura. Aqui, não só a equipe que
chega em primeiro vence, mas todas as que superaram os percalços
da geografia, do clima e de si mesmas são campeãs.
A sensação de tarefa cumprida numa prova deste tipo
de competição é indescritível. |